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domingo, 27 de janeiro de 2013

Hora da transição!

Passagem segura do 5º para o 6º ano em Matemática

Quando os professores do 5º e do 6º ano dialogam sobre as dificuldades dos alunos e mudam sua forma de trabalhar, a transição é mais tranquila. O ensino é aprimorado e a aprendizagem ocorre de forma contínua

Elisângela Fernandes (novaescola@atleitor.com.br)

Na trajetória de nove anos do Ensino Fundamental, há um ponto específico, uma curva em que muitos alunos vacilam: a chegada ao 6º ano. Além de se depararem com vários professores, eles precisam se acostumar rapidamente com a forma como os docentes ensinam - mais focada nos conteúdos do que nas necessidades das crianças. Para pesquisadores, as consequências dessa transição são maiores em Matemática. O 6º ano contempla desafios mais complexos, por exemplo, em relação ao tamanho dos números, às figuras geométricas e aos sentidos das operações.

"A formação inicial dos professores contribui para a dificuldade de adaptação do aluno", explica Célia Maria Carolino Pires, docente do Programa de Estudos Pós-Graduados em Educação Matemática da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Em Pedagogia, há uma preocupação maior com os processos de aprendizagem, mas praticamente não há disciplinas voltadas aos conteúdos matemáticos. Já as licenciaturas enfatizam a área específica, deixando de lado a didática. "Essa ruptura ocorre em um momento crítico, quando os estudantes estão construindo conceitos como o de número racional e compreendendo a relação entre grandezas", lembra Terezinha Nunes, especialista em Psicologia da Educação e docente da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Isso explica, em parte, por que o avanço em Matemática na Prova Brasil é maior nos anos iniciais do Fundamental do que nos finais. Entre 2009 e 2011, a proficiência média dos alunos do 5º ano cresceu 27 pontos e a dos do 9º ano só 13.

A dinâmica das redes de ensino também contribui para esse cenário. Os programas de formação continuada atendem separadamente pedagogos e matemáticos, a coordenação pedagógica não os integra e os conteúdos não têm continuidade. Para piorar, muitos alunos mudam de escola e de rede no 6º ano. Na universidade, a situação não é melhor. Os pesquisadores investigam o ensino nos anos iniciais ou nos finais e não focam a passagem. Por fim, tanto os docentes do 6º quanto os do 5º têm dificuldade em dialogar com os colegas do outro segmento, entre outros motivos, porque trabalham em mais de uma escola (os horários de planejamento não coincidem) e por terem muitas turmas.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Reportagem Revista Nova Escola

As práticas dos melhores professores de Matemática

Pesquisa investiga práticas e comportamentos docentes considerados exemplares no ensino da disciplina. Saiba quais são:

          Apresentar as expectativas, dar tempo para que os alunos pensem e exponham suas ideias, propor desafios e atender prontamente a turma. Estas são algumas das atitudes que dão certo na hora de ensinar Matemática, segundo o estudo "Boas Práticas Docentes no Ensino da Matemática" realizado pela Fundação Victor Civita em parceria com a Fundação Cesgranrio e com apoio do Banco Itaú BBA e do Instituto Unibanco.
         A pesquisa identificou como trabalham os 63 docentes com melhor desempenho no Processo de Promoção por Merecimento da rede estadual paulista. Eles também obtiveram notas altas em pelo menos duas edições do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolas do Estado de São Paulo (Saresp). As aulas foram filmadas e avaliadas por mestrandos e doutorandos em Matemática e avaliadas por cinco especialistas na área, que usaram os mesmos critérios para definir as ações mais interessantes do ponto de vista didático.

       A educadora Priscila Monteiro, consultora pedagógica da Fundação Victor Civita, destaca que estas não são as únicas características de um bom professor de matemática. "A pesquisa mostra que algumas práticas recomendadas pela literatura internacional da área estão presentes nas salas de aula da rede pública". Abaixo e nas páginas seguintes, veja o que fazem os professores avaliados para ensinar Matemática e aproveite a experiência deles para analisar seu trabalho e buscar formação:
1. Domine os conteúdos da disciplina
         Saber apenas o que será apresentado na aula não basta, para ensinar bem é preciso conhecer o conteúdo da disciplina de forma mais aprofundada. Para alcançar este patamar o docente deve buscar formação constante. É o que fez Daniela Mazoco, que dá aulas na EE Rubens Ferreira Martins e na EMEF Professor Athayr da Silva Rosa, em Urupês, s 470 kilômetros de São Paulo. Para se aperfeiçoar, lê muito, pede orientações a colegas mais experientes e já fez vários cursos oferecidos pela rede, inclusive um mestrado. "Até o docente que sabe bem a matéria deve ficar atento à evolução dos saberes didáticos e de sua área. Definições e certezas mudam com o tempo", conta.

Conheça as boas práticas dos professores de Matemática

·         1Domine os conteúdos da disciplina
·         2Seja claro ao expor o conteúdo
·         3Planeje suas aulas
·         4Relacione contexto e conteúdo
·         5Respeite o tempo de cada um
·         10Interaja com a turma
·         12Dê lição de casa e não esqueça a correção!

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