sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Projeto Aula de Reforço Tema: Eu ensino e aprendo matemática




Projeto Aula de  Reforço
Tema: Eu ensino e aprendo matemática
Professora Responsável: Lucimeires Cabral Dias

Problemática
Partindo da observação realizada nos 6º ano do ensino fundamental na escola Rosália Correia, percebeu-se a dificuldade de um percentual considerável de discentes com dificuldades de compreender as quatro operações, os quais são  requisitos fundamentais  exigidos  de um aluno que se encontra nessa série.
Faz-se necessário rever a proposta pedagógica a esse público alvo e buscar estratégias para recuperarmos ainda em tempo esses que se encontra em defasagem  nesta área de conhecimento.  Nesse aspecto, a Matemática pode dar sua contribuição à formação do cidadão ao desenvolver metodologias que enfatizem a construção de estratégias, a comprovação e justificativa de resultados, a criatividade, a iniciativa pessoal, o trabalho coletivo e a autonomia advinda da confiança na própria capacidade para enfrentar desafios.


Período de Duração
      II semestre de 2012

Objetivo Geral

                  Diagnosticar o conhecimento prévio dos alunos que se encontram com dificuldades de assimilar as quatro operações  criando possibilidades  para a compreensão das diferentes estratégias  ligadas à resolução de situações problemas, buscando sanar essas dificuldades.

Objetivos Específicos:
*    Realizar aulas de reforço para os alunos que apresentaram durante o 1º  semestre dificuldades  nas quatro operações fundamentais;
*     Incorporar soluções alternativas, reestruturar e ampliar a compreensão acerca dos conceitos envolvidos nas quatro operações;
*     Discutir as dúvidas, supor que as soluções dos outros podem fazer sentido e persistir na tentativa de construir suas próprias ideias;
*     Reconhecer os significados dos números naturais em diferentes contextos e estabelecimento de relações entre números naturais, tais como  ser múltiplo de., .ser divisor de..
*     Desenvolvimento da capacidade de investigação e da perseverança na busca de resultados, valorizando o uso de estratégias de verificação e controle de resultados,
*     Predisposição para alterar a estratégia prevista para resolver uma situação-problema quando o resultado não for satisfatório,
*     Reconhecimento que pode haver diversas formas de resolução para uma mesma situação- problema e conhecê-las,
*     Valorização e uso da linguagem matemática para expressar-se com clareza, precisão e concisão,
*     Estimular o trabalho coletivo, colaborando na interpretação de situações-problema, na elaboração de estratégias de resolução e na sua validação.
*     Promover alunos-monitores;
*     Aplicar avaliações paralelas para verificação da aprendizagem dos alunos tanto dos alunos-monitores quanto dos alunos das aulas de reforço.
*     Incentivar o trabalho em grupo, enfatizando a importância da ajuda mútua, para a realização das atividades.

Justificativa

O projeto partiu da analise realizada na escola Rosália Correia com alunos do 6º ano do ensino fundamental com a intenção de estimular o prazer em aprender as quatro operações de maneira lúdica. Formando assim, alunos capazes de resolver situações- problema, relacionada com o cotidiano.
Após a pesquisa na referida escola,  percebemos as dificuldades dos alunos, em relação as quatro operações está relacionada também as dificuldade de interpretar até mesmo um pequeno texto, ocasionando dificuldade de assimilação e compreensão em todas as disciplinas no qual incluem as operações matemáticas.
A matemática é uma linguagem expressa através de símbolos. Assim sendo, pretende-se abordar as dificuldades dos alunos que não conseguem compreender instruções e enunciados matemáticos, bem como as operações aritméticas, pois é necessário que eles superem as dificuldades de leitura e escrita para  poderem resolver as questões que lhes são propostas. ''É importante destacar que a Matemática deverá ser vista pelo aluno como um conhecimento que pode favorecer o desenvolvimento do seu raciocínio, de sua sensibilidade expressiva, de sua sensibilidade estética e de sua imaginação'' (PCN's,1997).
O fato é que a maioria dos alunos manifesta dificuldades em aritmética e outras áreas da matemática na escola como: interpretação de problemas, sinais das operações fundamentais e na tabuada, mas eles poderão ter, mesmo assim, boa habilidade em matemática.
Mas para alguns alunos o ensino da matemática se torna difícil porque o que está sendo ensinado não é significativo para sua vida fora da escola. Por exemplo, um problema não perde o significado porque usa uva ao invés de pitanga ou pitanga ao invés de uva como fruta, o problema perde o significado porque a resolução de problemas na escola tem objetivos que diferem daqueles que nos movem para resolver problemas de matemática fora da sala de aula. Perde o significado também porque na sala de aula só estamos preocupados com as regras gerais. Perde o significado também porque o professor não se preocupa com o esforço na resolução do problema, mas a aplicação da fórmula correta. Conforme descrito nos PCNs:
É importante destacar que as situações de aprendizagem precisam estar centradas na construção de significados, na elaboração de estratégias e na resolução de problemas, em que o aluno desenvolve processos importantes como intuição, analogia, indução e dedução, e não atividades voltadas para a memorização, desprovidas de compreensão ou de um trabalho que privilegie uma formalização precoce dos conceitos. ( PCNs, 1996,p.63)
Cabe ao educador buscar maneiras de usar em sala de aula o conhecimento matemático cotidiano de seus alunos; esse desafio, se aceito de fato, tornar muito mais fascinante a aprendizagem da matemática.
Considerar as estratégias espontâneas dos alunos é valorizar e estimular a própria capacidade de construir o conhecimento são objetivos  que propõe os PCNS para os discentes que cursam esta modalidade de ensino:

Nesta série, o ensino de Matemática deve visar o desenvolvimento:

#Do pensamento numérico, por meio da exploração de situações de aprendizagem que levem o aluno a:
*   Ampliar e construir novos significados para os números naturais, inteiros e racionais,a partir de sua utilização no contexto social e da análise de alguns problemas históricos que motivaram sua construção;
*   Resolver situações-problema envolvendo números naturais, inteiros, racionais e a partir delas ampliar e construir novos significados da adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e radiciação;
Assim, torna se evidente que a  educação matemática deve estar voltada para a necessidade que o aluno tem de construir sua lógica construtiva, e, consequentemente as estruturas mentais dos números e das operações elementares. É preciso envolver o aluno para que se sinta encorajado a refletir sobre suas ações e sem medo de aprender a pensar, explorar e descobrir.
Cada aluno tem seu jeito e tempo para aprender, hoje temos estudos e a compreensão da Psicopedagogia que nos mostra a necessidade de se observar a maneira peculiar e singular com que cada sujeito aprende.
           

Fundamentação Teórica

A matemática é a ciência dos números e dos cálculos. Desde a antiguidade, o homem utiliza a matemática para facilitar a vida e organizar a sociedade. A matemática foi usada pelos egípcios nas construções de pirâmides, diques, canais de irrigação e estudos de astronomia. Os gregos antigos também desenvolveram vários conceitos matemáticos.   Atualmente, esta ciência está presente em várias áreas da sociedade como, por exemplo, arquitetura, informática, medicina, física, química etc. Podemos dizer que em tudo que olhamos existe a matemática, portanto se faz necessário teorizarmos com o cotidiano do aluno, pois de acordo com os PCNs:  Nesta fase, os alunos devem ser estimulados a aperfeiçoar seus procedimentos de cálculo aritmético, seja ele exato ou aproximado, mental ou escrito, desenvolvido a partir de procedimentos não convencionais ou convencionais, com ou sem uso de calculadoras.
Certamente, eles ainda não têm domínio total de algumas técnicas operatórias, como da multiplicação e da divisão envolvendo números naturais, compostos de várias ordens, ou aquelas com números decimais, e isso precisa ser trabalhado sistematicamente. O importante é superar a mera memorização de regras e de algoritmos (.divide pelo de baixo e multiplica pelo de cima., .inverte a segunda e multiplica.) e os procedimentos mecânicos que limitam, de forma desastrosa, o ensino tradicional do cálculo( 1996,p. 68).
Na série deste estudo é muito importante a ênfase nas quatro operações matemáticas. É a partir desta familiaridade, tão essencial, que o aluno terá condições para seguir adiante com os novos assuntos que aprenderá nos decorrer dos anos. O uso da expressão numérica somente somará facilidade de entendimento e em consequência a melhor compreensão dos novos assuntos.

Metodologia

*  Apresentar o projeto e  sensibilizar os alunos quanto a importâncias das aulas de reforço;
*  Aplicar um teste envolvendo as quatro operações e selecionar os alunos que se encontram mais desenvolvidos para serem os monitores do reforço;
*  Propor atividades em que os alunos compartilhem leitura de situações problemas com colegas de classe;
*  Elaborar atividades em grupos para que sejam acionadas estratégias de compreensão e interpretação de textos com situações problemas,
*  Criar oficinas com jogos que proporcione o desenvolvimento do raciocínio lógico matemático;
*  Desenvolver  situações problemas voltada para a realidade dos discentes;
*  Estimular o desenvolvimento do raciocínio lógico  através de atividades “para casa” que envolva as quatro operações;
*  Incentivar o estudo da tabuada;
*  Utilização do laboratório do Proinfo;
*  Trabalhar exemplos práticos e problemas para desenvolver o raciocínio lógico-matemático.
*  Formar grupos  com três  integrantes (um monitor  por grupo).
*  Atendê-los de forma mais especifica nas suas dificuldades sentando com cada grupo.


Cronograma:

Mês
Atividades a serem desenvolvidas
Agosto
*Apresentar a proposta de intervenção para a coordenadora e alunos.
*Fazer parceria com a escola;
*Identificar os alunos que apresentam dificuldades com o raciocínio lógico;
*Mobilizar os alunos e estabelecer a função dos monitores.
*Início  das aulas de reforço;
Setembro
*Continuação das aulas;
*Outubro
*Continuação das aulas;                                                                                                        *Aplicação de um teste para verificar se houve avanços;
Novembro

***COMPETIÇÃO dE TABUADA COM SENTENÇAS MATEMÁTICAS;
Dezembro
*Premiação;

OBSEVAÇÃO: as AULAS DE REFORÇO SERÃO MINISTRADAS NOS HORÁRIOS VAGOS DOS ALUNOS AS SEGUNDAS – FEIRAS NO 5º E 6º HORÁRIOS.

REFERÊNCIAS:
Parâmetros curriculares nacionais/Ministério da Educação,Secretaria da Educação Fundamental .-3.ed.-Brasilia:A Secretaria,2001.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A formação de uma biblioteca digital

A formação de uma biblioteca digital

Os cuidados para reunir os arquivos e formar um acervo útil para alunos e professores


          Textos, fotos, vídeos, jogos, músicas... Depois de um tempo, os computadores do laboratório de informática ficam lotados de materiais que acabam na lixeira. Mesmo que a equipe use bibliotecas online, nada impede a formação de um acervo digital na própria escola. "É uma ferramenta eficiente na integração de tecnologias de informação e de comunicação e abre espaço para a atuação de professores e alunos", diz Nanci Folena Pereira Sousa, do Laboratório de Informática e Educação Tecnológica da Secretaria de Educação de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

           Para concretizar essa ideia, trabalho é o que não falta. Ao gestor, cabe estabelecer as diretrizes, organizar os grupos de trabalho e incentivar a participação de todos. Já o coordenador será o orientador dos professores na garimpagem das obras na internet e na preparação de atividades que levem os alunos a produzir conteúdos. "É importante buscar sempre novos recursos, ter critérios claros na seleção e focar o uso pedagógico", explica Nanci. Caso a escola não conte com um monitor de informática, é possível solicitar suporte à Secretaria ou pedir ajuda a professores mais experientes. A seguir, os principais pontos a serem considerados na organização de uma biblioteca digital.
1 Definir equipamentos e softwares

          Em unidades que têm computadores para uso dos alunos, não é preciso grandes investimentos. As máquinas devem ter programas antivírus, acesso à internet e softwares compatíveis com vários formatos de arquivos. Dependendo da forma de armazenamento de dados escolhida, há especificações a serem seguidas. Uma alternativa é guardar tudo em um servidor - um computador com muito espaço disponível e grande capacidade de processamento - conectado aos demais em rede. É o que acontece em São Bernardo do Campo: "Esse tipo de integração facilita a troca de informações entre os usuários", explica Nanci. Se as máquinas estiverem em rede e não houver um servidor, os hard disks (HDs) externos são uma boa possibilidade. Já quando os computadores não estão em rede, uma solução é usar DVDs, porém é preciso necessário ter programas e softwares para gravá-los, além de equipamentos que façam a leitura dessa mídia. Outra saída é optar pelo armazenamento virtual na chamada "nuvem" - os arquivos ficam em um servidor externo e são acessados via internet por usuários cadastrados.
2 Selecionar materiais externos
            Para escolher as obras que vão compor o acervo, é importante divulgar a proposta entre alunos e docentes. O coordenador pode orientar os professores na pesquisa e sugerir que explorem as possibilidades da web nos formatos mais variados - textos, áudio, imagens, vídeos, infográficos e jogos. Deixe claro que só podem ser baixados arquivos de distribuição livre ou com o download pago e registrado. O ideal é procurar fontes seguras, como sites de governos e instituições educacionais, culturais e científicas. Antes de incluir arquivos na biblioteca, o responsável por ela deve se informar sobre direitos de uso, pois retirar, armazenar, exibir e distribuir dados sem autorização é proibido por lei. Mesmo com restrições, há muito material disponível. Não faltam opções de livros, produções acadêmicas, clássicos da literatura, textos em libras e audiolivros que podem ser baixados gratuitamente. Jornais e revistas geralmente são pagos. No caso de registros sonoros, há músicas com direitos livres, demonstrações disponibilizadas pelos autores e arquivos de trilhas e efeitos. Vídeos e jogos exigem mais cuidado tanto pelo conteúdo quanto pela segurança, pois há maior risco de haver distribuição ilegal e conter vírus.
3 Planejar a produção de conteúdos
          Incluir no acervo textos, livros, desenhos, fotos, vídeos e músicas criados pelos alunos é uma forma de valorizar a produção das turmas, torná-las mais acessíveis dentro da unidade, incentivar a troca de informações e garantir que os autores reconheçam seus trabalhos como parte do patrimônio cultural da escola. O coordenador pode ajudar os professores a planejar sequências didáticas e projetos que levem os alunos a produzir de diferentes formas seus trabalhos - gravando vídeos com experiências realizadas no laboratório, apresentações de seminários ou um treino de vôlei, entre outras possibilidades. Os registros dessas atividades - escritos, gravados, fotografados ou filmados - se tornam material de referência e podem ser compartilhados com estudantes, professores, gestores e pais.
4 Promover a utilização da biblioteca
            Para incentivar os professores a utilizar os materiais digitais com os alunos, o coordenador pode divulgar o acervo por meio de boletins mensais e deve utilizá-lo nos seus encontros de formação, sugerindo a inclusão de diferentes linguagens no planejamento. Para tanto, vale bolar atividades formativas que usem esses recursos, fazendo-os vivenciar a exploração de cada um deles antes de levá-los para a sala de aula.
5 Valorizar a segurança e a organização
          Toda a equipe deve ser alertada sobre a importância dos cuidados com a segurança e organização dos dados. Cada arquivo deve passar pela análise de um programa antivírus (atualizado periodicamente) e todos precisam ser conferidos, testados e catalogados de acordo com critérios definidos pelo coordenador pedagógico. É recomendável ordenar os itens por tema, título e tipo, de modo que possam ser facilmente encontrados, e criar um banco de dados, identificando os autores e a origem de cada um. Se a escola já dispõe de uma biblioteca convencional com um sistema de gerenciamento, é conveniente utilizar o mesmo padrão, facilitando a pesquisa e minimizando o risco de conflitos entre as informações.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Curso Eproinfo : Atividade 2 : Diálogo Teórico

Tecnologias na Educação: Ensinando e Aprendendo com as TIC
Tutora:: Elizânia Sousa de Assunção
Cursista: Lucimeires Cabral Dias
Curso Elaboração de Projetos
Atividade 2 : Diálogo Teórico


           Quando lemos Paulo Freire, vemos como suas ideias são atuais. A primeira ideia que destaco é exposta numa frase sua, mundialmente conhecida: “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo. Os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo”. Os Projetos de Aprendizagem visam a construção do conhecimento de uma forma cooperativa, com diálogo, com interação, em comunhão com o outro, proporcionando trocas. Num projeto não existe um só aprendiz todos aprendem e ensinam porque há uma troca de saberes e uma busca pelo novo .A segunda é “Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre”. Não podemos impor nossas ideias para os alunos sem levar em conta o conhecimento prévio do mesmo e muito menos força-lo a participar de algo que para ele não é interessante e nem de acordo com a sua realidade e necessidades.

Curso Eproinfo : Elaboração de Projetos


Tecnologias na Educação: Ensinando e Aprendendo com as TIC
Tutora:: Elizânia Sousa de Assunção
Cursista: Lucimeires Cabral Dias
Curso Elaboração de Projetos

Atividade 3 : Projetos e suas características

          O trabalho com projetos sem dúvida enriquecem a aprendizagem ,desde que ,seja um projeto de interesse de todos os envolvidos e que suas metas sejam bem desenvolvidas para que de fato haja uma aprendizagem significativa. Ele pode ser interdisciplinar ou não de acordo com o foco desse projeto . O importante a meu ver é o processo de construção do projeto e o caminhar em busca de novas descobertas ,pois o caminho percorrido tem que ser melhor que o chegar ,pois é no caminho que se aprende e nele que encontramos os desafios a serem superados e isto faz com que ocorra a aprendizagem. Concordo com a autora Maria Elizabeth Almeida quando ela diz que o professor tem que negociar com os alunos ,tentar conquistá-lo para o tema. Tema este que pode ser acrescido de subtemas no decorrer de sua execução procurando satisfazer a questionamentos futuros. Contudo ,em um projeto bem elaborado cada um tem que saber quais as suas funções e metas ,tendo com foco principal o aluno e sua aprendizagem ,o professor é o mediador e deve se utilizar de recursos variados para atingir seus objetivos .Enfim,o projeto é mais uma metodologia a nossa disposição e deve ser usada com seriedade e planejamento.